Por que sentimos a necessidade de ajudar pessoas que estão em momentos difíceis?


Psicologia
março. 11, 2022

Entenda neurologicamente como o altruísmo surge nesses casos

O comportamento pró-social são ações definidas pela sociedade como beneficentes para outras pessoas. Dentro dessa conduta, está o altruísmo, dicionário online caracteriza como atitude que visa o bem-estar do próximo, não tendo em consideração interesses particulares; a capacidade de ajudar o outro em querer receber nenhum tipo de recompensa.

Patrícia Carvalho, coordenadora da graduação de Psicologia da UNIAESO, explica que não se pode afirmar que essa característica nasce com o sujeito, mas já é possível notá-la em bebês. “Há estudos que sugerem que esse comportamento começa cedo, é possível ver que bebês fazem trocas entre eles. Na primeira infância, os pais são os modelos dos filhos, se eles possuem esse perfil, a criança tende a copiar”, explica.

Mas para entender como surge o altruísmo, é preciso reconhecer a importância da empatia nesse processo. “Não é somente ajudar o outro, mas é a capacidade de reconhecer o sofrimento do sujeito, sendo uma característica emocional mais complexa, não surge no início da vida, mas é uma coisa que a pessoa vai aprendendo, ou seja, percebendo a emoção do outro”, caracteriza Patrícia.

Recentemente, houve uma tragédia em Petrópolis, cidade do Rio de Janeiro. Foram chuvas intensas, alagamentos e desmoronamento que acarretaram na morte de 232 pessoas (última atualização no dia 02 de março de 2022). Diante do cenário de devastação, muitos se mobilizaram para ajudar e se solidarizar com a dor dos que perderam tudo. 

A professora explica que essa solidariedade tem uma explicação . “Tenho empatia, consigo reconhecer que alguém está precisando de ajuda. Por isso que talvez algumas pessoas façam e outras não, porque o sujeito se sente bem fazendo aquilo, não sabendo explicar ao certo, que bem é esse, mas, em termos neurológicos, está ativando áreas de recompensa no cérebro e tem a satisfação psicológica de saber que ajudou alguém, trazendo satisfação e bem estar”, compartilha a professora. 

Patrícia ainda relata que ser empático não é garantia de ser altruísta, mas uma das coisas que ajudam, é perceber que o outro tem uma necessidade maior que a do sujeito. “A proximidade com aquilo que aconteceu de ruim é importante para ativar o altruísmo, ter tido uma experiência igual/semelhante, ou entender que aquilo de ruim com aquela pessoa não tem um culpado”, finaliza.

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