Jacilda aproveita debate da AESO para esclarecer dúvidas sobre o desvio de dinheiro em seu governo


Institucional
setembro. 17, 2004

Noite de quinta-feira. Sete e meia. Sóstenes Rodrigues, vice-presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto (C.A.) apresenta os componentes da mesa. Entra no cineteatro da AESO a candidata pelo PMDB à prefeitura de Olinda, Jacilda. Única a comparecer ao debate, vem acompanhada do candidato a vereador Pedro Lacerda. Logo no início, a mediadora Eliane Victorio, jornalista e professora da AESO, lê um ofício enviado por Charles Ribeiro, coordenador da campanha de Cadoca. O candidato do PMDB à prefeitura do Recife havia confirmado sua presença, mas no final da tarde enviou o documento que justificava sua ausência devido a compromissos previamente marcados. Boatos de que Cadoca não compareceu por conta dos escândalos que vêm envolvendo sua campanha foram inevitáveis. Mas a versão oficial prevaleceu. Quanto ao candidato do PMDB à prefeitura de Paulista, Speck, uma justificativa foi dada por seus assessores, por telefone, alegando motivos de saúde. Após as explicações, teve início o debate com Jacilda. A candidata iniciou falando da sua administração no período de 1997 a 2000, quando foi prefeita da cidade de Olinda. Deixou bem claro todos os seus feitos e finalizou dizendo: “Quero voltar para dar seguimento a projetos iniciados. Em quatro anos cumprimos as metas em torno da educação e saúde principalmente nas áreas sociais. Quero ser candidata para dar continuidade”. Eliane Victorio abriu a sessão de perguntas à candidata interrogando sobre os salários dos servidores na sua gestão e sobre toda a polêmica do 13º, já que na época, após o desaparecimento de quase R$ 7 milhões, o fato ganhou destaque na mídia. Jacilda se defendeu: “O 13º foi totalmente liquidado. Desafio me mostrarem as folhas em aberto. Não houve isso que se chama de arquivo zerado, senão, estaríamos todos respondendo a processo. Passamos todos os dados, durante três meses, com todas as secretarias. É fácil jogar. Não é verdade, e eu tenho como provar”. Essa questão foi abordada durante todo o debate e Jacilda se defendeu, dizendo-se inocente e alegando ter provas, provas essas que a candidata não apresentou. Um panfleto foi distribuído contendo os números dos seus processos contra veículos que a acusam de corrupção. De um modo geral, o debate foi calmo e Jacilda soube aproveitar o espaço que lhe foi dado, uma vez que com a ausência dos outros candidatos, seu tempo tornou-se maior. (Maria Helena Veloso)

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